As Pontes de Madison County. Reconhecer um Clássico
Nem sempre é fácil. Sim, é exactamente assim que começo esta análise. A opinião formulada obviamente reside num individuo, no entanto a expectativa por sua vez reside naquilo que sabemos à priori.
Antes
de acompanhar Robert Kincaid pelas pinturescas paisagens rurais de Madison
County estava já ciente do género romântico em que Clint Eastwood me levaria.
Não sendo propriamente um aficionado do puro romance em ecrã, simplificar As pontes de Madison County a uma
narrativa binária: uma história de amor, não seria nada de benéfico para o
filme. Embora o sendo, As Pontes para mim souberam ser mais do
que isso.
Inegavelmente,
foi a visão de Clint Eastwood que me fez encontrar aspectos positivos. Em tom de defesa, claro, não se
deve julgar unicamente Madison County pelo
que é hoje nas massas. Se o fizesse, o resultado seria pouco mais do que um
Nicholas Sparks: As Pontes do meu Verão (Titulo ficcional).
Dois
pontos a valorizar neste projecto de Clint Eastwood serão por um lado a sinopse
relatada que é a vinda de Francesca (Merryl Streep) para América e o carácter
distante de Robert (Clint Eastwood). Embora pareça estranho, creio que me apaixonei
bastante mais por aquele fotógrafo do que pelo enredo geral do Filme. Todo o seu idealismo artístico, que o fazem colocar as emoções em segundo plano ou pelo menos subentendidas demonstra um raro realismo.
Apesar dos seus constantes momentos sentimentais, creio que se trata de um filme a ver, embora talvez mais destinado para
um público mais amoroso, encaro-o como um clássico, que devido à sua
personagem masculina sabe valer muito mais do que aquilo que se têm feito ultimamente
no género.
Para mais pontos de vista no que vier à baila, não se esqueça de seguir my Body. the Pistol

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