terça-feira, 24 de março de 2015

As Pontes de Madison County. Reconhecer um Clásico


As Pontes de Madison County. Reconhecer um Clássico

Nem sempre é fácil. Sim, é exactamente assim que começo esta análise. A opinião formulada obviamente reside num individuo, no entanto a expectativa por sua vez reside naquilo que sabemos à priori.
Antes de acompanhar Robert Kincaid pelas pinturescas paisagens rurais de Madison County estava já ciente do género romântico em que Clint Eastwood me levaria. Não sendo propriamente um aficionado do puro romance em ecrã, simplificar As pontes de Madison County a uma narrativa binária: uma história de amor, não seria nada de benéfico para o filme. Embora o sendo,  As Pontes para mim souberam ser mais do que isso.
Inegavelmente, foi a visão de Clint Eastwood que me fez encontrar aspectos positivos. Em tom de defesa, claro, não se deve julgar unicamente Madison County pelo que é hoje nas massas. Se o fizesse, o resultado seria pouco mais do que um Nicholas Sparks: As Pontes do meu Verão (Titulo ficcional).
Dois pontos a valorizar neste projecto de Clint Eastwood serão por um lado a sinopse relatada que é a vinda de Francesca (Merryl Streep) para América e o carácter distante de Robert (Clint Eastwood). Embora pareça estranho, creio que me apaixonei bastante mais por aquele fotógrafo do que pelo enredo geral do Filme. Todo o seu idealismo artístico, que o fazem colocar as emoções em segundo plano ou pelo menos subentendidas demonstra um raro realismo.
Apesar dos seus constantes momentos sentimentais, creio que se trata de um filme a ver, embora talvez mais destinado para um público mais amoroso, encaro-o como um clássico, que devido à sua personagem masculina sabe valer muito mais do que aquilo que se têm feito ultimamente no género.          



Para mais pontos de vista no que vier à baila, não se esqueça de seguir my Body. the Pistol

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