CherryBomb. A Necesidade de Festejar
Cortando um pouco com o que até agora tenho trazido para o my Body.the Pistol, trago-vos hoje CherryBomb, um filme que em tudo consegue fazer contraste com a minha recente viagem por Madison County. Afastando-nos do terrível tagline: Uma rapariga, dois rapazes. Que o jogo comece. Encontramos algo mais profundo, embora não menos adolescente, o que não é necessariamente mau.
CherryBomb tem se calhar um público-alvo bastante definido
mas que com isso sabe trazer um maior realismo ao que tenta retratar. “A necessidade
de Festejar” é assim que Robert Sheehan em entrevista ao lado do co-protagonista
Rupert Grint define o filme e não está errado. CherryBomb é esta sede, ou fome
de sair e fazer porcaria. Entrar numa espécie de decadência que de alguma forma
torne dormente o resto da vida. Estas crises, sob um ponto de vista delinquente
são algo que o filme soube capturar bastante bem.
Infelizmente é fácil o grande público descartar
estre projecto, a ponto que nem se encontra disponível em Portugal, não que não
tenha bons nomes associados, juntando aos nomes atrás referidos o de James
Nesbitt e na produção os de Lisa Barros D’Sa e Glenn Leyburn (Good Vibrations),
mas trata-se de um filme irlandês independente que por ser isso mesmo não
consegue passar pelo radar nacional, embora tenha temática para agradar a Portugal:
Imaginem Projecto-X com mais cabeça. Digo isto pois, com CherryBomb temos de
facto pessoas, pessoas com motivos para fazerem aquilo que fazem, e que apesar
de tudo são-nos reais e relacionáveis. Faço deste um filme a ver sobretudo a um
público jovem mas mais aberto e sugestivo. Estando ciente que escapou a muitos
no seu lançamento em 2009 espero com esta análise trazer mais atenção a uma cereja
explosiva que merece.
Para mais pontos de vista no que vier à baila, não se esqueça de seguir my Body. the Pistol

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