sábado, 28 de março de 2015

CherryBomb. A necesidade de festejar


CherryBomb. A Necesidade de Festejar

            Cortando um pouco com o que até agora tenho trazido para o my Body.the Pistol, trago-vos hoje CherryBomb, um filme que em tudo consegue fazer contraste com a minha recente viagem por Madison County. Afastando-nos do terrível tagline: Uma rapariga, dois rapazes. Que o jogo comece. Encontramos algo mais profundo, embora não menos adolescente, o que não é necessariamente mau.

CherryBomb tem se calhar um público-alvo bastante definido mas que com isso sabe trazer um maior realismo ao que tenta retratar. “A necessidade de Festejar” é assim que Robert Sheehan em entrevista ao lado do co-protagonista Rupert Grint define o filme e não está errado. CherryBomb é esta sede, ou fome de sair e fazer porcaria. Entrar numa espécie de decadência que de alguma forma torne dormente o resto da vida. Estas crises, sob um ponto de vista delinquente são algo que o filme soube capturar bastante bem. 

Infelizmente é fácil o grande público descartar estre projecto, a ponto que nem se encontra disponível em Portugal, não que não tenha bons nomes associados, juntando aos nomes atrás referidos o de James Nesbitt e na produção os de Lisa Barros D’Sa e Glenn Leyburn (Good Vibrations), mas trata-se de um filme irlandês independente que por ser isso mesmo não consegue passar pelo radar nacional, embora tenha temática para agradar a Portugal: Imaginem Projecto-X com mais cabeça. Digo isto pois, com CherryBomb temos de facto pessoas, pessoas com motivos para fazerem aquilo que fazem, e que apesar de tudo são-nos reais e relacionáveis. Faço deste um filme a ver sobretudo a um público jovem mas mais aberto e sugestivo. Estando ciente que escapou a muitos no seu lançamento em 2009 espero com esta análise trazer mais atenção a uma cereja explosiva que merece.


Para mais pontos de vista no que vier à baila, não se esqueça de seguir my Body. the Pistol

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